28 de maio de 2015

"SONHO" E "MUDANÇA" PELA VIA DO HOMICÍDIO

   

Fonte: tvi24.iol.pt

   No Jornal das 8 da TVI, da passada quinta-feira, dia 21, emitido a partir das instalações do novo Museu Nacional dos Coches, que seria inaugurado dois dias depois, o tema de fundo foi a inauguração deste novo espaço museológico.

   No início desse telejornal, o pivô José Alberto Carvalho optou por dar destaque especial, entre as muitas peças transferidas para as novas instalações do Museu dos Coches, ao Landau Real.

   Foi também junto do Landau Real em que seguiam, a 1 de Fevereiro de 1908, Sua Majestade El-Rei Dom Carlos I, a Rainha Dona Amélia, o Príncipe Real Dom Luís Filipe e o Infante Dom Manuel, os quais foram alvo de um cobarde atentado perpetrado por Manuel Buíça, no Terreiro do Paço, que José Alberto Carvalho optou por terminar o Jornal das 8, tendo na ocasião lido excertos do testamento de Manuel Buíça, um dos regicidas.

   Causou-me enorme apreensão constatar que José Alberto Carvalho tivesse lido um texto que incita ao uso da violência. Como referia a propósito deste episódio, Henrique Raposo na sua crónica de dia 26 no Expresso on-line: “O final deste telejornal especial funcionou como uma legitimação do assassínio enquanto arma política.”

   Embora José Alberto Carvalho se tenha referido ao crime perpetrado por Manuel Buíça como “homicídio” e “assassínio”, afirmou: “está sempre tudo por dizer em relação ao sonho e à mudança” dando provavelmente aos telespectadores a ideia de que certos meios poderão ser legítimos para atingir determinados fins, tal como teria sido justo, aceitável ou até mesmo heróico e abnegado o uso da violência para impor um regime - a República - que tem no seu código genético a ilegitimidade, uma vez que El-Rei Dom Carlos era o Chefe de Estado no exercício do poder, conforme a Constituição vigente.

   Para concluir, recordo aqui as palavras de Francisco Sousa Tavares a propósito do Regicídio:       "O sangue inutilmente derramado por D. Carlos e D. Luís Filipe pesa sobre nós como herança macabra…Vingaremos o sangue de El-Rei D. Carlos no dia em que soubermos, pelos caminhos perdidos da Tradição, reencontrar a alma do povo e a face da Pátria".

   Talvez esse reencontro fosse mais adequado “ao sonho e à mudança” que queremos para Portugal, sem recurso à violência, ao assassinato e à revolução


10 de outubro de 2013

O estranho e desconcertante silenciamento dos media à "Caminhada pela Vida"

 Fonte: Agência Ecclesia
  No passado dia 5, a Federação Portuguesa pela Vida promoveu pelo quarto ano consecutivo a “Caminhada pela Vida” que reuniu em Lisboa milhares de pessoas, num percurso entre o Marquês de Pombal e o Rossio, como o atestam centenas de fotografias que têm sido publicadas em blogues e nas redes sociais.

   Este ano, o tema da “Caminhada pela Vida” foi uma iniciativa de cidadãos materializada na petição europeia One of Us - Um de Nós que tem por objectivo obter mais de um milhão de assinaturas para que seja assegurada "protecção jurídica da dignidade, do direito à vida e da integridade de cada ser humano desde a concepção nas áreas de competência da União Europeia nas quais tal protecção se afigure relevante".

   A Iniciativa de Cidadãos é um instrumento legislativo da União Europeia aprovado pelo Tratado de Lisboa que visa aproximar mais os cidadãos das instituições europeias.

   Tal como pode ler-se no site da Federação Portuguesa pela Vida, esta iniciativa da sociedade civil empreendida por cidadãos de Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Hungria e de outros estados-membros da União Europeia, e que conta com o apoio de diversas personalidades e organizações dos 27 Estados-membros, visa concretamente pedir aos legisladores europeus para consagrarem os seguintes princípios:

  1- A inclusão do princípio pelo qual "não poderá ser aprovado o financiamento de actividades que destruam embriões humanos ou que pressuponham a sua destruição".

  2- A modificação dos “princípios éticos” em matéria de investigação que regem o Programa Quadro de Investigação e Inovação da UE (2014-2020) “Horizonte 2020”.

  3- A alteração dos objectivos do Instrumento de Financiamento da cooperação ao Desenvolvimento em países externos à UE, garantindo que a ajuda comunitária tenha em conta o respeito pela vida do embrião.

  A propósito do tema de hoje, quero destacar ainda um facto que me parece inexplicável e simultaneamente preocupante.

  Refiro-me ao incompreensível e desconcertante silêncio da grande maioria dos meios de comunicação social de referência, nomeadamente os canais de televisão e os jornais diários que, de forma ostensiva, decidiram não noticiar um evento que congregou nas principais artérias de Lisboa milhares de portugueses na defesa dos valores da Vida e da Família.

  Perante uma tão escandalosa atitude por parte dos media de referência, facto que tem sido duramente criticado nas redes sociais nos últimos dias, até mesmo por alguns jornalistas, penso que é oportuno questionarmo-nos sobre o porquê de tamanho silenciamento.

  Na minha opinião, o silenciamento dos media relativamente a esta "Caminhada pela Vida", ao não a noticiarem, parece ter uma explicação óbvia.

  Ou seja, fica-se com a ideia de que os referidos meios de comunicação social têm uma agenda ideológica, atitude em tudo contrária aos princípios que devem nortear a actividade jornalística, ou seja, a isenção e a independência.

  Ao invés de noticiarem um evento que congregou milhares de pessoas na capital e que, portanto, deveria ter sido notícia, preferiram silenciar ostensivamente uma manifestação da sociedade civil.

  Pode assim deduzir-se que tais meios de comunicação social estão de algum modo a exercer um certo tipo de censura assente única e exclusivamente em preconceitos ideológicos, facto que por si só deve deixar-nos preocupados, uma vez que vivemos formalmente numa Democracia e num Estado de direito.

4 de julho de 2013

A solução da crise política na coligação e a necessidade de antepor os interesses nacionais aos calculismos políticos e partidários

Fonte: tvi.iol.pt 
De há alguns anos a esta parte, tem-se vindo a registar um sentimento de crescente distanciamento de amplos sectores da sociedade portuguesa relativamente à classe política, facto que se tem reflectido no aumento progressivo dos valores da abstenção em actos eleitorais.
Com efeito, o fosso que separa os eleitores daqueles que elegeram para os representar vai sendo cada vez maior, acabando por gerar um sentimento de desconfiança e descrença generalizadas dos cidadãos relativamente à política e aos políticos.
Tal como referi este ano no Discurso pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP na Sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Vila Real, no dia 25 de Abril, essa atitude embora não sendo desejável, é totalmente compreensível, visto que em muitas ocasiões os cidadãos não se sentem devidamente representados.
Um tal fenómeno, transversal a todo o espectro político, deveria ser objecto de uma séria e profunda reflexão da classe política portuguesa no seu todo, com particular destaque para as estruturas partidárias e respectivas lideranças.
Frequentemente, os portugueses assistem atónitos a episódios de pequena política, a jogadas de bastidores e a guerras partidárias que em nada contribuem para a paz social e para o progresso económico de Portugal. Em muitas ocasiões, esses episódios resumem-se a atitudes de mero calculismo político dos líderes partidários, factos que a opinião pública vai percepcionando cada vez mais como negativos para o país, uma vez que os jogos e interesses partidários, regra geral, prevalecem sobre o interesse nacional, quando deveria ser exactamente o contrário.
A recente crise política, desencadeada com a demissão do Ministro de Estado e das Finanças Vítor Gaspar, e agravada com o inesperado pedido de demissão do também Ministro de Estado e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Paulo Portas, não está a ser bem acolhida pela sociedade portuguesa nem pelas instâncias internacionais responsáveis pelo programa de assistência financeira a Portugal.
Após dois anos de intensos sacrifícios que têm sido pedidos aos portugueses pelo Executivo PSD-CDS-PP e a que os portugueses têm dado uma resposta positiva, por acreditarem que esses sacrifícios são necessários para ajudar a tirar o país do caos financeiro herdado da gestão irresponsável dos Executivos socialistas, nada faria antever que o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, cuja actuação tem sido determinante e decisiva na diplomacia económica do actual governo de coligação, viesse agora pedir a sua demissão ao Primeiro-Ministro, aparentemente, por divergências políticas relativamente à condução da Dra. Maria Luís Albuquerque como sucessora de Vítor Gaspar na pasta das Finanças.  
A atitude, a meu ver, precipitada do pedido de demissão do Dr. Paulo Portas, desencadeou de imediato um sentimento de desconfiança nos credores internacionais, fazendo disparar os juros da dívida e provocando enormes perdas nas empresas cotadas no PSI-20.
Tal como afirmava ontem à imprensa Filipe Anacoreta Correia: "Esta decisão do doutor Paulo Portas é uma decisão irreflectida, incoerente e totalmente irresponsável” (…) Acho que nós temos que fazer todo o esforço para pôr o país acima do partido e as circunstâncias pessoais de cada um subordinadas ao interesse do partido e ao interesse do país. Foi assim que o doutor Paulo Portas sempre afirmou que faria e é isso que nesta altura nós temos também que fazer". Recordo que Filipe Anacoreta Correia é o primeiro subscritor da Moção “Alternativa e Responsabilidade” a apresentar ao XXV Congresso do CDS-PP que terá lugar nos próximos dias 6 e 7 na Póvoa de Varzim.
A acrescer à recente crise política no seio da coligação no Governo, os portugueses assistem ao líder do Partido Socialista, numa atitude totalmente irresponsável e de calculismo político, a apelar à realização de eleições legislativas antecipadas, sabendo ele que uma tal solução pode conduzir Portugal a uma situação idêntica à da Grécia.
Desenganem-se pois aqueles que ainda acreditam nas palavras falaciosas do líder do PS que, à falta de ideias concretas para o País, tenta iludir os portugueses com promessas vãs que, em resultado do programa de assistência externa, sabe que não poderá cumprir. 

Seria desejável que a crise política no seio da coligação no Governo fosse solucionada com a maior brevidade, de forma responsável e com elevado sentido de Estado, pelos responsáveis dos dois partidos da coligação, a bem dos superiores interesses de Portugal e de todos os portugueses.

29 de junho de 2013

XXV CONGRESSO DO CDS-PP - A hora de assumir uma responsabilidade Histórica e reafirmar com clareza os princípios da Democracia Cristã



   No dia 18 Paulo Portas apresentou à comunicação social a Moção global “Responsabilidade e Identidade”, com a qual irá apresentar-se ao XXV Congresso do CDS-PP nos próximos dias 6 e 7 de Julho na Póvoa de Varzim.
Uma segunda moção virada para as questões económicas, em particular, para os incentivos à economia, tem como primeiro subscritor António Pires de Lima. Segundo dava conta o Diário de Notícias no seu Editorial de dia 17, os alvos desta moção serão Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira.
Uma terceira moção será apresentada pelos eurodeputados Diogo Feio e Nuno Melo, versando as questões europeias, moção em que a “mira estará apontada à troika” ainda segundo o referido editorial do Diário de Notícias.
De algum modo, estas três moções complementam-se, abordando cada uma aspectos diversos de uma estratégia global para a reeleição de Paulo Portas como líder do CDS-PP.
Há ainda uma quarta moção intitulada “CDS Mais à Frente” que tem como primeiro subscritor Filipe Anacoreta Correia e que foi apresentada no dia 17 à comunicação social.
Filipe Anacoreta Correia lidera a tendência Alternativa e Responsabilidade dentro do CDS-PP.
Entre os vários pontos abordados na referida moção está o tema da natalidade que, inexplicavelmente, parece ter sido omitido nas restantes moções.
 Numa época em que, no nosso País, a natalidade atingiu um dos níveis mais baixos de sempre, pode, de algum modo, estar a ser posta em causa a médio e a longo prazo a continuidade de Portugal como Nação, caso não ocorra uma inversão rápida da tendência de diminuição da natalidade que hoje se verifica.
É pois crucial que este assunto seja debatido com total frontalidade durante os trabalhos do Congresso e que da discussão do mesmo se tirem as devidas ilações.
Em minha opinião, o Congresso deverá fazer aprovar propostas de incentivo imediato ao aumento da natalidade a serem posteriormente apresentadas, no mais breve prazo, ao Executivo PSD-CDS-PP e à maioria Parlamentar que sustenta o Executivo.
Outro ponto da referida moção que aqui quero relevar e que considero de capital importância diz respeito às chamadas questões fracturantes ou civilizacionais, mais concretamente à recente aprovação no Parlamento, no passado mês de Maio, da lei da co-adopção de crianças por pseudo-casais homossexuais.
Como referi no reparo de 23 de Maio é desconcertante verificar que a abstenção de três deputados do CDS-PP, a saber: João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert tenha contribuído para a aprovação do referido projecto-lei na generalidade.
Tal como refere a moção CDS Mais à Frente: “Renunciámos a qualquer iniciativa na agenda civilizacional e quando confrontados com iniciativas de outros partidos, quebrámos com a tradição de falar a uma só voz, sem que isso tenha sido precedido de qualquer debate”.
Recordo ainda o comentário oportuno de Pedro Pestana Bastos, da tendência Alternativa e Responsabilidade, publicado na sua página no Facebook em 17 de Maio: “Portugal foi o primeiro país do mundo que aprovou a adopção por duas pessoas do mesmo sexo quando no Parlamento há uma maioria de centro direita. Enquanto em Franca a Direita levou centenas de milhares de pessoas para a rua, em Portugal a Direita não travou um projecto que passa a permitir a adopção por duas pessoas do mesmo sexo.”
Os militantes do CDS-PP, mas sobretudo os eleitores que votaram de forma expressiva no CDS nas Legislativas de 2011, esperam certamente que no próximo Congresso na Póvoa de Varzim, o Partido, fiel às suas origens, assuma a sua responsabilidade histórica.
E que, de forma inequívoca, reafirme também aquilo que esteve na sua génese, ou seja, a defesa autêntica dos princípios democratas-cristãos e a condenação clara e frontal de todas as doutrinas socialistas que, não raras vezes, são impostas à sociedade, mediante a utilização de uma linguagem talismânica que visa induzir alguns inocentes úteis a acreditar nelas. 

28 de junho de 2013

Protestos no Brasil: O que a imprensa omitiu!

  

  As recentes manifestações de rua em grandes, médias e pequenas cidades do Brasil têm suscitado muitos comentários e análises nos nossos meios de comunicação. Análises, diga-se de passagem, em boa medida simplistas, quando não distorcidas.

  “O Brasil é um país intenso e, quando você pensa que começou a entender, surpresas maiores aparecem”, escreveu a respeito das manifestações Miriam Leitão, uma das mais conhecidas jornalistas brasileiras, na sua coluna no jornal O Globo.

  O aumento do preço dos bilhetes e títulos de transporte de autocarro em algumas cidades foi o detonador dos protestos levados a cabo por grupos minoritários e radicais, com origens nos Fóruns Sociais Mundiais, e ligados a partidos de extrema-esquerda. Sem apoio popular, esses protestos rapidamente degeneraram em actos de violência e confrontos com a polícia.

  Com o início da Taça das Confederações deu-se uma inflexão nos protestos de rua. A Presidente Dilma Rousseff foi fortemente vaiada durante a cerimónia de abertura e a partir de então centenas de milhares de pessoas começaram a sair às ruas, nas principais cidades e capitais brasileiras, com uma agenda bem diversa da agenda dos promotores dos protestos iniciais.

  Exigindo o fim da corrupção, a prisão dos membros do governo Lula já condenados pela Justiça, segurança e políticas de combate ao crime, a redução da maioridade penal e, nalguns casos, protestando contra o aborto, esses protestos revelaram um estado de indignação generalizada da população, mais especialmente da classe média, de tendência conservadora e totalmente avessa à agitação social.

  Sentindo-se fortemente condicionada pela enorme onda de protestos que rapidamente se propagou pelas principais cidades e capitais do Brasil, a Presidente Dilma Rousseff acabou por reagir com o que foi qualificado por uma guinada à esquerda. Dilma abalou os meios políticos ao extravasar as suas prerrogativas e propor a realização de um plebiscito para a convocação de uma Constituinte específica, que consagrasse uma reforma política.

   A manobra, muito semelhante às que foram levadas a cabo pelos governos sul-americanos seguidores do “chavismo”, foi prontamente repudiada pela sociedade, pela oposição e pelos principais constitucionalistas do País. Um Ministro do Supremo Tribunal Federal chegou a afirmar: “o Brasil dormiu como se fosse a Alemanha, Itália, Espanha, ou Portugal em termos de estabilidade institucional e amanheceu parecido com a Bolívia ou a Venezuela; não é razoável ficar flirtando com uma doutrina constitucional bolivariana”, acrescentou ele.

  A presente instabilidade política no Brasil revela um descontentamento de amplas faixas da sociedade com o projecto de poder do PT, Partido dos Trabalhadores, iniciado com Lula da Silva e continuado pela sua sucessora no Palácio do Planalto, Dilma Roussef, e com os numerosos escândalos de corrupção e uma legislação de inspiração esquerdista, cada vez mais cerceadora do direito de propriedade, cada vez mais hostil à instituição familiar e, por isso mesmo, cada vez mais distante dos anseios da opinião pública brasileira.

  Ninguém aposta ainda como irá terminará a actual comoção política no Brasil. Mas, como afirmou a colunista do Globo, Miriam Leitão, no Brasil “surpresas maiores aparecem”. 



21 de março de 2013

TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA

Fonte: news.discovery.com / Rosella Lorenzi


 Onde houver dúvida, que eu leve a fé.  
 Onde houver trevas, que eu leve a luz.
                                                             da Oração de São Francisco de Assis  
                                                                 

  No passado dia 13 o mundo católico rejubilou com a eleição do Papa Francisco I como sucessor de Pedro, bispo de Roma e Sumo Pontífice da Igreja Católica.

  Quando ao fim da tarde do segundo dia do Conclave, ante a expectativa de uma multidão reunida na Praça de São Pedro, saiu o tão esperado “fumo branco” da chaminé da Capela Sistina, era o sinal de que o Colégio Cardinalício acabava de eleger um novo Pontífice.

  A partir daquele momento, e até ser anunciado a Roma e ao Mundo Habemus Papam, muitos milhões de católicos questionavam-se sobre quem seria o sucessor do Papa Bento XVI e qual o seu perfil.

 Ao ser conhecido o nome de Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos de idade, Arcebispo de Buenos Aires, que agora se tornava no Papa Francisco I, constatou-se mais uma vez, tal como há 8 anos com a eleição de Bento XVI, que as previsões de muitos vaticanistas estavam bem distantes da realidade e não se confirmavam. E, no caso do Papa Francisco I, com o facto acrescido de que o Arcebispo de Buenos Aires não constava da lista dos prováveis “papabili”.

  À eleição e ao anúncio do novo Papa seguiu-se um natural regozijo e entusiasmo das pessoas, acompanhado simultaneamente de alguma expectativa sobre o cunho próprio que Francisco I irá imprimir ao seu Pontificado.

  É importante não esquecer que as circunstâncias que conduziram à realização do Conclave no qual foi eleito o actual Papa, foram tudo menos circunstâncias normais.

  Com efeito, a notícia da renúncia de Bento XVI feita a 11 de Fevereiro foi recebida com enorme surpresa e apreensão pela generalidade dos católicos espalhados pelo mundo, a começar por muitos membros da hierarquia da Igreja.



Estátua de São Pedro na Basílica de São Pedro no Vaticano


  Como referia então Bento XVI: “Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e também da sua novidade”.

  É um facto que a renúncia de Bento XVI constituiu uma situação totalmente inesperada para os milhões de católicos espalhados por todo o mundo.

  O Pontificado de Francisco I que agora se inicia será certamente objecto de muitas e das mais variadas análises e comentários, em particular sobre um dos aspectos que, desde já, vai dando sinais claros do cunho próprio que o actual Papa quer imprimir à Igreja, tal como afirmou no primeiro encontro com a imprensa mundial: "Como eu gostaria de uma igreja pobre para os pobres.”

  É de esperar, pois, que alguns sectores mais progressistas da Igreja, nomeadamente os defensores da Teologia da Libertação, tentem apropriar-se desde já desta afirmação do Papa Francisco I e utilizá-la em proveito próprio para justificarem algumas das suas posições.

  Quando analisarmos e comentarmos os vários momentos do actual Pontificado que irão suceder-se, parece-me essencial ter sempre como pano de fundo a renúncia de Bento XVI ocorrida a 28 de Fevereiro. Ou seja, não é possível esquecer a grave situação interna da Igreja herdada pelo actual Papa Francisco I.

  A confirmá-lo estão as palavras do então Pontífice, agora Papa emérito Bento XVI, proferidas antes da sua renúncia, ao realçar que Jesus "denunciou a hipocrisia religiosa”: "o rosto da Igreja é por vezes desfigurado por pecados contra a unidade da Igreja e divisões do corpo eclesiástico”.

  No momento em que se inicia o Pontificado de Francisco I e, ao aproximar-se a Semana Santa, penso que esta é a altura adequada para uma reflexão profunda sobre aquelas  palavras sábias e ao mesmo tempo preocupantes do seu antecessor, Bento XVI.

28 de fevereiro de 2013

"Grândola Vila Morena" utilizada como arma política para tentar calar membros do Governo de Centro-Direita

Fonte: SIC Noticias

Nas últimas semanas, vários membros do actual Governo, entre os quais ministros e Secretários de Estado, e o próprio Primeiro-Ministro, têm sido recebidos em diferentes cidades do país por grupos de jovens que, com atitudes totalmente despropositadas que chegam por vezes a roçar a falta de educação e a insolência, tentam impedir os governantes do uso da palavra, gritando palavras de ordem e cantando a toada já gasta da Grândola Vila Morena, tão do agrado da extrema-esquerda que, no actual contexto político-social, parece ter saudades dos idos tempos de agitação e das greves do Verão de 1975.


Numa primeira reacção às imagens que têm sido difundidas pelas televisões relativamente a tais ocorrências, dir-se-ia que esses grupos agem de forma espontânea. No entanto, a realidade parece ser bem diferente.


Ou seja, percebe-se claramente pelas suas atitudes antidemocráticas e pelo uso dos métodos de agitação a que recorrem, que têm como intuito único e exclusivo impedir que os governantes visados usem da palavra. Pode pois deduzir-se dos factos que esses jovens agem de forma claramente orquestrada e em total consonância com orientações de forças políticas da extrema-esquerda.

  
Sobre este assunto, recomendo-lhe vivamente a leitura da crónica de Henrique Raposo ' O Fascismo do 'Grândola Vila Morena' ", publicada na edição do semanário Expresso de 21 de Fevereiro. Revela a referida crónica uma análise muito lúcida e esclarecedora sobre quem são realmente esses grupos de jovens e quais os seus objectivos.


Afirma Henrique Raposo: Os novos cantadeiros do 'Grândola Vila Morena' dizem que são anti-fascistas. Bom, sobre isso nada sei, mas sei que são bons aprendizes de fascistas. Têm todas as sementes do bicho. Em primeiro lugar, revelam uma total intolerância em relação ao outro lado; há que malhar na "direita" (assim mesmo: a "direita", um bloco compacto, monolítico, desumanizado, desprezível e espezinhável (.... ). “Ela, a intolerância progressista e revolucionária, está aí, anda por aí. Até peço uma coisa: aumentem o volume da violência, continuem a mostrar que não sabem viver em democracia, que não sabem aceitar opiniões contrárias, continuem a ameaçar, continuem a ser fascistazinhos de vão de escada.” 


A terminar deixo uma sugestão aos responsáveis dos média, sobretudo dos canais televisivos. Sejam mais isentos, e mostrem aos portugueses quem são realmente esses grupos de meninos e meninas da esquerda que andam a provocar agitação e a insultar membros do actual Governo, sustentado pela maioria Parlamentar PSD-CDS e legitimamente eleito pelos portugueses em eleições livres e democráticas.




20 de dezembro de 2012

A necessidade de reavivar o verdadeiro espírito do Natal


   A 25 de Dezembro, o mundo Católico celebra um acontecimento crucial da História da Humanidade ao qual nenhum povo ou civilização ficou indiferente ao longo dos últimos vinte séculos.

   Comemora-se na noite de 24 para 25 de Dezembro o Nascimento do Deus Menino em Belém, o Príncipe da Paz, símbolo da união entre os homens e que veio trazer à Terra o espírito da Paz, da Concórdia e da Felicidade entre os povos.

    Ao longo de séculos, o autêntico espírito cristão da entrega ao próximo e da procura do bem comum, infundiu e fez florescer nos mais diversos povos, e de forma especial na Europa, uma série de riquíssimos costumes e tradições carregados de simbolismo, alusivos à quadra do Natal. Esses símbolos e tradições reflectem-se nas mais diversas áreas da existência humana desde a música, a gastronomia, as artes decorativas e, muito especialmente, no hábito secular de fazer o Presépio tanto nas casas como nos espaços públicos. Enfim, um sem-número de formas de celebrar uma data que deveria ser sobretudo evocada pelo seu carácter religioso profundo e, por excelência, o momento do ano para a celebração do verdadeiro espírito de Família.

   No entanto, algumas das sadias e seculares tradições da Quadra Natalícia vão-se perdendo gradualmente, sobretudo em resultado do estilo de vida agitado do mundo contemporâneo em que o sentido religioso do Natal cristão, nalguma medida, se vai perdendo, sendo substituído por um excessivo consumismo que vai conduzindo paulatinamente ao esquecimento daquilo que é a essência do Natal Cristão.

   O laicismo militante que vai sendo imposto às sociedades actuais, vai relegando para um segundo plano a evocação do carácter sagrado de certas festas religiosas católicas nos espaços públicos, remetendo-as para a esfera privada. Esse tem sido um factor determinante para a laicização do mundo contemporâneo, e contribuído simultaneamente para o abandono gradual da vertente sagrada de algumas tradições natalícias.

   A celebração do Nascimento de Cristo, que deveria ser o ponto central de todas as atenções durante a quadra natalícia, mormente em países de antiquíssima tradição católica como é o caso de Portugal, vai dando lugar a um materialismo e um consumismo difusos, a tal ponto que, para muitos dos nossos contemporâneos, o Natal parece reduzir-se à mera troca de lembranças e pouco mais.

   Mas, perante a investida deste laicismo militante que se vai disseminando pela outrora Europa cristã, vão surgindo aqui e ali movimentos de sadia reacção que se reflectem em actos públicos realizados por inúmeras famílias.

   Refiro-me ao movimento que em 2009 foi iniciado em Espanha por um grupo de famílias católicas e que, face à investida de laicização da sociedade, sentiram necessidade de afirmar publicamente a sua fé e, por ocasião do Natal, lançaram uma campanha de divulgação de estandartes com o Menino Jesus para serem colocados em janelas e varandas.

   Essa iniciativa teve uma enorme adesão em Espanha aquando do seu lançamento, de tal modo que muitas famílias portuguesas também aderiram a essa boa iniciativa que continua no presente ano.

   Desde o início do Advento é possível ver, em várias cidades do nosso país, e também em Vila Real, algumas centenas de estandartes de Natal, numa afirmação clara da adesão de muitas famílias cristãs ao espírito religioso e sagrado do Natal.

   Iniciativas como esta são cada vez mais necessárias para fazer renascer o verdadeiro espírito do Natal, ou seja, o Natal cristão.

   Um Santo Natal para si!